Marca/Projeto

MI MODA INDÍGENA é uma marca/projeto criado pelas indígenas Rebeca Ferreira e Seanne Oliveira do povo Munduruku. Em novembro de 2021, a professora e designer de moda Seanne Oliveira, nome artístico, Seanny Artes, criou o projeto Mostra Intercultural de Moda Indígena, com o intuito de fomentar a economia criativa dos indígenas manauaras que vivem em contexto urbano na cidade de Manaus.

A MI MODA INDÍGENA começou com um Curso de Formação de Moda Indígena, mais tarde denominado Programa Trainer de Estilistas, em dezembro de 2021 na Comunidade Parque das Tribos, com a participação de 32 alunos indígenas de 15 etnias diferentes. O projeto também alcançou a Aldeia Inhaã-Bé, Comunidade Watyamã e a Comunidade Estrela de Davi Kokama. Em abril de 2022, através do edital Amazonas Cultura em Rede, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Amazonas, foi realizado a I Mostra Intercultural de Moda Indígena, edição 2022, resultado do curso desenvolvido nas comunidades de Manaus. A primeira edição tivera como tema “Grafismos Indígenas: Tradição, Ancestralidade e Contemporaneidade” que apresentou a Multiculturalidade Étnica dos povos originários da Amazônia através dos grafismos embutidos nos vestuários e nos corpos. Em julho de 2022, o projeto se consolidou como marca, tendo por nome MI Moda Indígena no processo de continuidade e desenvolvimento do projeto.

Em 2023, a MI Moda Indígena foi a primeira marca de Moda Indígena brasileira a participar de uma Fashion Week Internacional através da revista britânica High Profile Magazine e da empresa Best of Brazil CIC, consolidando parcerias e desenvolvendo projetos com a comunidade britânica. Em 2024, a MI Moda Indígena esteve presente na JCA London Fashion Academy do designer Professor Jimmy Choo em abril, na realização de um Workshop para alunos Designers de Moda; e consolidou parceria com as organizações CVS Brent e National Lottery Heritage Fund em parceria com a Best of Brazil e JCA durante a semana de moda em setembro. Atualmente, a MI Moda Indígena tem colaborações com a Bullock Inclusion (Inglaterra), Tucum Itália (Itália), UBAI Associazione (Itália) e Buscando Novos Caminhos (Alemanha).

Estrutura Organizacional

a. Curso de Formação de Moda Indígena

a. Mostra Intercultural de Moda Indígena, edições
b. Mostra Intercultural de Moda Indígena, pocket

a. Produção de Vestuários e Artigos para vendas e eventos

Propósito da MI Moda Indígena

Salvar a Amazônia com Amor!

SALVAR:
Produção Têxtil Biodegradável

RESGATAR:
Reciclagem / Pensando na Moda Sustentável e menos poluente

AMAR:
Ajuda aos Indígenas por meio do Ensino / Retorno as Comunidades

Reby Ferreira

Reby Ferreira (Munduruku)

Rebeca Ferreira é natural de Manaus no estado do Amazonas no Brasil e indígena do povo Munduruku (materno) do Vale do Tapajós e Mura (paterno). Cresceu em contexto periférico, vivendo nas casas de palafitas dentro de comunidades urbanas em Manaus. Filha de Artistas Plásticos, teve influência para as Artes e para o Empreendedorismo por meio dos pais desde a infância. Fez Dança Contemporânea no Sarene Lima (2004), Ballet Clássico no Sesi (2006), Jazz no Cláudio Santoro (2008) e Dança do Ventre no projeto Bellyssimas do Oriente na UEA (2016).

Aos 12 anos começou a compor músicas e escrever poesias. No Ensino Médio, já escrevia roteiros para metragens e teatros, por esse motivo cursou Letras – Língua e Literatura Portuguesa na Universidade Federal do Amazonas, porém não finalizou o curso. Na UFAM, foi bolsista do CNPq no Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicopedagogia Diferencial (NEPPD) de 2012 até 2013. Foi bolsista PIBIC/FAPEAM no projeto intitulado “O Papel Sociocultural no Desenvolvimento da Linguagem da Criança de 0 a 5 anos” de 2013 até 2014. Teve o projeto publicado no ATAS da Universidade do Minho na cidade do Porto em Portugal no ano de 2014. Foi voluntária no Centro de Formação Continuada, Desenvolvimento de Tecnologia, Prestação de Serviços para a Rede Pública de Ensino (CEFORT/FACED) de 2013 até 2014.

No período de 2016 começou a trabalhar como Modelo em exposições, desfiles e carnaval por meio do ateliê Seanny Artes. No ano de 2017, trabalhou em companhias de teatro infantil, na equipe de produção, de roteiro, pesquisa e como atriz. E no final de 2017, fundou o grupo artístico-cultural Seanny Artes Produções; grupo artístico de performance arte de cosplayers e experimentações artísticas amazônicas. Em parceria com outras companhias de teatro infantil e grupos de cosplayers nerd/geek, participou e desenvolveu peças teatrais e pequenas performances para o público infanto-juvenil.

No ano de 2018, participou do projeto de extensão de Teatro da UEA. E no ano de 2019, começou a graduação em Teatro na Universidade do Estado do Amazonas. Na universidade, foi bolsista FAPEAM do projeto de extensão Coral da UEA com o maestro Fabiano Cardoso. E bolsista do Madrigal Amazonas da UEA, com o maestro Adroaldo Cauduro. Foi bolsista do PAIC/FAPEAM, com o projeto intitulado “INTERCULTURALIDADE EM CENA: Construção de Dramaturgia Amazônica Infanto-Juvenil acerca da Sustentabilidade e da Preservação da Floresta”, sendo renovado para “INTERCULTURALIDADE EM CENA: Construção de Dramaturgia Infanto-Juvenil e à Correlação com as Identidades Amazônicas das Mulheres, da Espiritualidade, da Musicalidade e da Criança” (2021-2022). Teve publicação de projetos em Congressos na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Oficina Experimental de Expressão e Consciência Corporal / Oficina Experimental de Jogos e Brincadeiras Infanto-Juvenil) e no XI Congresso da ABRACE – Artes Cênicas e Direitos Humanos em Tempos de Pandemia e Pós-Pandemia.

Em 2021, foi a co-criadora do projeto MOSTRA INTERCULTURAL DE MODA INDÍGENA, idealizado pela Estilista Seanny Artes. E em 2024, apresentou o circuito do projeto “Workshop Imersão de Experiência Corporal: Interculturalidade dos Corpos Amazônicos” na JCA London Fashion Academy, Alemanha e Itália.

Reby Ferreira
Seanny Artes

Seanny Artes Munduruku

Seanne Oliveira, nome artístico Seanny Artes, é natural de Manaus no estado do Amazona no Brasil. E é indígena do povo Munduruku da região do Vale do Tapajós, sendo o pai da Aldeia Terra Preta localizado no estado do Pará. Autodidata, com apenas 13 anos já desenvolvia desenhos e pinturas, inspirado na natureza e na ancestralidade amazônica.

Aos 19 anos, foi aprendiz do Artista Plástico Anísio Mello no Liceu de Artes Esther Mello. E foi lançada como Artista em 1991, na primeira exposição individual em Manaus, no Salão da Casa da Cultura que ficava localizado na Rua da Instalação. A Exposição tinha como foco a Técnica de Desenho a Grafite, cujo o tema fora “Mulheres Nu Artístico”, tendo como inspiração a ancestralidade das mulheres parteiras (espirituais) do povo Munduruku. Entre 1992 até 1995 foi sócia da empresa Adonart’s Desenho e Pintura Artística. E Participou de várias exposições coletivas entre 1991 a 2000. Entre 2001 até 2005, ficou distante dos trabalhos artísticos para se dedicar a família.

Entre 2005 até 2008, cursou a graduação em Ciências Teológicas pela Faculdade Boas Novas, concluído com o TCC “Discussão da Influência da Igreja Evangélica Cristã na Prevenção à Criminalidade Infanto-juvenil”.

Em 2006, começou a trabalhar como Auxiliar Figurinista nos galpões da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Amazonas (AADC).

Em 2009, retornou as atividades artísticas como Monitora de Artes no Projeto Jovem Cidadão do Governo do Estado do Amazonas. Entre 2009 até 2010, cursou Pós-Graduação em Ensino do Magistério Superior na Faculdade Boas Novas. Entre 2010 até 2015, cursou a graduação em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amazonas, concluído com o TCC “A Inclusão do Deficiente Visual na Pintura Artística”, sendo processos desenvolvidos em Redes Públicas de Ensino do Estado do Amazonas com Deficientes Visuais e Intelectuais.

Entre 2015 até 2017, cursou Dança do Ventre no projeto de extensão Bellyssimas do Oriente da UEA. Em 2016, criou o Ateliê Seanny Artes, com trabalhos focados em artesanato, cenografia e figurinos amazônicos para Desfiles, Carnaval e Criações Amazônicas. Entre 2017 até 2020, coordenou o grupo artístico-cultural, com foco em linguagens teatrais para o público infanto-juvenil e geek chamado Seanny Artes Produções, sendo responsável pela produção de figurinos, cenografias e espetáculos. Participou como atriz no espetáculo Princesas e Heróis (2017). Participou do projeto de extensão Curso de Teatro Livre da UEA (2018). Dirigiu e Produziu o espetáculo teatral “Heróis: Salvando o Palhacinho Triste” (2019). Em 2019, criou a Trupe da Feirinha, sendo um coletivo de Palhacaria, interpretando a Palhaça Jaraqui.

Em 2021, oficializou como empresa a Seanny Artes Produções com loja/ateliê físico. E em 2021, criou o projeto MI MODA INDÍGENA – Mostra Intercultural de Moda Indígena, um projeto colaborativo com foco em ensino de produção de moda nas comunidades indígenas da cidade de Manaus, sendo os alunos do projeto lançados em abril de 2022 na “I Mostra Intercultural de Moda Indígena em Manaus”, com a participação de mais de 32 indígenas inscritos no Programa Trainee de Estilistas. Entre 2023 e 2024, participou de projetos colaborativos com a London Fashion Week entre instituições como High Profile Magazine (Best of Brazil CIC), National Lottery Heritage Fund, CVS Brent e JCA London Fashion Academy. Em 2024, participou de um circuito de workshops na Alemanha e Itália com as Associações: UBAI e TUCUM na Itália e Buscando Novos Caminhos na Alemanha.

E, atualmente, desenvolve o projeto “Arte com Toque: A Inclusão do Deficiente Visual na Pintura Artística” em colaboração com a Biblioteca Braille do Amazonas desde 2024; e com apoio de editais culturais, tendo parceria com a Bullock Inclusion CIC em Londres. Em 2025, formou em Moda e Negócios pela Facuminas.

Seanny Artes